Conscientes da difusão da preocupação com o meio ambiente e os recursos naturais, muitas empresas adotam a prática de greenwashing. Com isso, elas tentam tirar vantagens dos consumidores mais desavisados.
Essa prática costuma ocorrer porque muitas empresas não consideram o meio ambiente como uma variável que pode trazer benefícios para os negócios. Assim, elas apenas tentam burlar a fiscalização e enganar o público.
Com o objetivo de falar mais sobre esse tema, esclarecemos no que consiste essa prática e de onde surgiu o termo que a denomina. Indicamos ainda algumas formas de evitá-la. Confira na leitura!
AFINAL, NO QUE CONSISTE A PRÁTICA DE GREENWASHING?
Antes de mais nada, devemos explicar o que significa esse termo. Ele pode ser traduzido como “maquiagem verde” ou “lavagem verde”.
Tal como a tradução mesmo sugere, a prática consiste em atribuir a uma marca uma preocupação com o meio ambiente que ela não tem.
Isso geralmente é feito por meio de campanhas de marketing com o objetivo de infundir no público-alvo da organização uma imagem positiva.
Dessa forma, as empresas maquiam suas verdadeiras práticas, conseguindo vender mais produtos e conquistar novos clientes por meio de uma mentira.
De maneira geral, é muito comum que esses empreendimentos ofereçam produtos ditos verdes com slogans persuasivos. Assim, terminam por confundir a opinião pública de maneira maliciosa.
O SURGIMENTO DA MAQUIAGEM VERDE
Mas como e onde surgiu o termo greenwashing? O primeiro aparecimento dessa expressão se deu na revista inglesa New Scientist, no ano de 1989.
No entanto, somente no início dos anos 2000 o termo ganhou maior repercussão. Ele nasce, então, juntamente com a maior preocupação em torno das questões ambientais no século XXI.
De fato, com a ampla conscientização acerca das consequências nefastas da ação do homem sobre o meio ambiente, as empresas passaram a se preocupar com a questão.
Assim, elas passaram a investir em ações politicamente corretas nesse âmbito. No entanto, algumas organizações viram aí uma forma de ludibriar seus públicos-alvo.
GREENWASHING NO BRASIL
Um estudo realizado em 2018 pela instituição Two Sides conseguiu identificar 124 ocorrências de greenwashing, somente no Brasil.
Entre as mais de 700 empresas que constam na pesquisa, pouco mais de 500 adotavam essa prática.
Ademais, foram analisadas empresas dos mais diversos setores, como o financeiro, o energético, o varejo e o setor público.
De fato, os mais diversos produtos podem ter o selo de verdes sem de fato serem.
Só para exemplificar, a Proteste registra que determinada marca de palitos de fósforo não contém selo de certificação ambiental em sua embalagem.
No entanto, a informação que consta na mesma é de a madeira dos palitos é “100% reflorestada”.
Outro caso é o de uma marca de esponjas que utiliza em suas embalagens a chamada “100% ecológico”, mesmo tendo sido notificada pelo Conar.
COMO IDENTIFICAR E EVITAR O GREENWASHING?
Ainda que as propagandas muitas vezes confundam os consumidores, é possível conseguir identificar essa prática e evitá-la.
Assim, uma forma de verificar a falsidade das informações prestadas por uma marca é identificar possíveis contradições.
Só para exemplificar, produtos verdes não geram resíduos poluentes no meio ambiente.
Outro sinal de que um produto não é verde é o uso de expressões vagas ou muito complexas, que podem desorientar o consumidor.
É comum ainda que esses produtos não apresentem provas em suas embalagens para certificar a veracidade das práticas politicamente corretas.
OS PREJUÍZOS DA MAQUIAGEM VERDE
Além de ser antiética, essa prática pode por em risco a imagem da marca. Isso porque a internet propiciou também o advento de consumidores mais informados.
Ademais, nos meios virtuais as informações se propagam rapidamente. Por isso, os casos de greenwashing são rapidamente descobertos e expostos.